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sexta-feira, 7 de maio de 2010

Mulher engravida através duma tela de cinema...

Um casal branco americano teve um bebê negro e a mulher diz que engravidou assistindo a um filme pornô 3D. O pai da criança, o soldado Erick Jhonson, estava há um ano servindo numa base militar no Iraque e, quando voltou para casa encontrou um bebê negro. Sua mulher, Jennifer Stweart, de 38 anos, disse a ele que a criança foi concebida enquanto ela assistia a um filme pornô em três dimensões.

“Não vejo porque desconfiar dela. Os filmes em 3 D são muito reais. Com a tecnologia de hoje tudo é possível”, disse Erick, que registrou a criança.

Jennifer afirmou que foi a um cinema pornô com as amigas em Nova York. Ela conta que não costuma assistir a filmes pornôs e que só foi dessa vez para ver como ficavam os efeitos em 3D. A criança, segundo ela, se parece com o ator negro do filme. “Um mês depois de ver o filme eu comecei a sentir enjôos e o resultado está aí. Vou processar o cinema e os produtores. Ainda bem que meu marido acreditou em mim. Meu casamento podia estar em risco. Mas ele sabe que eu sou fiel”, disse.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Cultura Geral - Momento linguístico

'ADEMUS AD MONTEM FODERE PUTAS CUM PORRIBUS NOSTRUS'
Tradução: 'VAMOS À MONTANHA PLANTAR BATATAS COM AS NOSSAS ENXADAS' Se soubesses Latim não pensavas em asneiras...

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Fazer de gato sapato...

Bom dia a todos e sejam benvindos a mais uma rubrica (atrasada) em que desvendamos expressões populares. Hoje iremos desvendar o que está por trás da celebre expressão "fazer de gato sapato". Para tal irei iniciar com uma história de La Fontaine para percebermos de onde vem o ódio entre gatos e cães.
Todos os animais eram súbditos do Leão, que certo dia recebeu ordem de Deus para libertar todos os animais do seu reinado. Como tal, o Leão pediu aos animais mais ligeiros que entregassem as cartas de alforria a todos os outros, tendo o gato ficado de entregar a carta da liberdade do cão. O gato, a meio do caminho foi aliciado pelo rato para comer e descansar. O gato assim o fez e adormeceu, deixando que o rato curioso vasculhasse as suas coisas pessoais. O rato ao ver a carta de papel que trazia, ficou o dente e roeu-a por completo, deixando-a ilegível. Quando o gato acordou, retomou viagem e ao chegar ao pé do cão, entregou-lhe a carta completamente desfeita. O Homem ao não conseguir ler a carta, impediu que o cão ficasse livre e este, furioso, correu atrás do gato para o matar. O gato a partir daí, ficou também inimigo mortal do rato, porque foi por culpa dele que o gato tinha ficado sempre na mira do cão...
A expressão "fazer de gato sapato" como maltratar alguém ou tratar alguém com desprezo, deriva do maior ultraje felino, que é ficar dominado (sob as patas) por um cão. As palavras sob pata, rapidamente ficaram sopata, como sob pé ficou sopé e sob papo ficou sopapo. O problema é que sopata não era conhecido e com o passar dos anos a expressão passou de boca em boca até que sopata ficou sapato...
Isto aconteceu inúmeras vezes na língua portuguesa, em que certas palavras mudam em função de como são proferidas. O caso mais preclitante são as chulipas de madeira de uma linha de comboio. O caminho de ferro foi introduzido em Portugal pelos ingleses que chamavam a essas peças de sleepers, porque comportam os carris de ferro da linha. O belo do Tuga dizia: "passa aí as chulipas!!" E assim ficou...
Esta história do gato sapato é justamente isso, uma história, sendo que a explicação é uma das inúmeras opiniões que devem existir, por isso vale o que vale. Já a história das chulipas, essa aconteceu mesmo...
Até breve! DK_Limp (aka Pedro Alves)
PS - primo, não consigo por espaços dos paragrafos, vê lá se arranjas isso, please!

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Algumas leis um pouco...estúpidas vá...

Bom dia a todos e bem vindos a mais uma semana em que iremos desvendar mais curiosidades. Aproveitando a temática de há duas semanas atrás, vou hoje expor e comentar algumas leis bem parvas e no entanto, bem engraçadas, espalhadas por esse mundo fora...
Na França
Entre 8 da manhã e 8 da noite 70% das músicas tocadas em rádios têm de ser de artistas franceses. (imaginem em Portugal, termos de ouvir o Toy e o Emanuel a toda a hora)
Na Alemanha
Um almofada é considerada arma “passiva”. (pistolas e caçadeiras em casa para quê?! fujam ladrões, fujam...)
Na Dinamarca
Tentar escapar da prisão não é ilegal mas se o preso for capturado terá de cumprir o resto da pena. (andam a ver muito Prison Break)
Na Finlândia
Se um taxista oferece músicas para seus fregueses tem de pagar os devidos direitos de autor. (Era o paraíso para o Rui Veloso, que anda há anos a tentar isto em Portugal...em vão claro...)
Na Inglaterra
É crime colocar uma cama na janela. (Crime gravíssimo!! Era espeta-los num pau com fogo por baixo!!)
Em Alabama, nos Estados Unidos
É proibido jogar dominó aos domingos. (E aos sábados não se pode jogar à sueca!! Que vergonhoso este tipo de comportamento!)
Em Nova York, Estados Unidos
Mulheres podem praticar topless desde que não seja com fins lucrativos. (Bem menos vergonhoso que jogar dominó aos domingos!)
Em Kentucky, Estados Unidos
Cada habitante da cidade deve tomar banho pelo menos uma vez por ano. (Ufa, fico mais descansado quando for andar de metro para aqueles lados!)
Em Columbia, nos Estados Unidos
É proibido dormir num congelador.
É proibido cantar durante o banho. (Como é possível! Não se poder cantar durante o banho?! Valha-nos Deus!)
Em Israel
É proibido tirar "macacos" do nariz aos sábados. (Os macacos também têm direito a fim de semana!)
Indonésia
Pena para quem for apanhado a masturbar-se é a decapitação. (De que cabeça?!!)
E foi tudo por esta semana...Esta rubrica vai a partir de hoje, intercalar com a rubrica "Algures em Torres Vedras", para facilitar a pesquisa ao autor das mesmas e garantir assim uma melhoria e uma periodicidade certa nos posts... Até daqui a duas semanas!
Pedro Alves (aka DK_Limp)

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Uma lista de curiosidades...

Bom dia a todos, é um prazer para mim retomar esta coluna semanal que andava meio parada e que começava a criar saudades aos seus seguidores! Esta semana e aproveitando as mudanças que se têm visto neste espaço, também vou aproveitar para comunicar algo diferente: Uma lista de 15 factos interessantes que muitos de nós desconhecemos! Aqui vai...
1. A cadeira elétrica foi inventada por um dentista. (eu sabia que o meu medo de dentistas tinha de ser fundamentado!)
2. As cordas vocais dos gatos podem produzir cerca de 100 sons. As dos cães produzem dez sons. (...mas também, se fecham a boca, magoam mais!)
3. Nenhuma palavra em inglês rima com orange, month, silver ou purple. (é por isso que não há muitos poetas ingleses!)
4. Nosso músculo mais forte é a língua. (...eu sabia! e ela também...)
5. Você não se pode matar sustendo a respiração. (alguém quer pôr esta teoria em pratica?)
6. O orgasmo do porco dura 30 minutos. (...já sei! Numa próxima encarnação quero ser um porco!)
7. Marilyn Monroe tinha seis dedos nos pés. (quando a saia dela subiu naquele filme, uma ou duas pessoas repararam nisso)
8. Uma lesma é capaz de dormir durante três anos. (confere... há governos que também padecem dessa condição!)
9. O chifre do rineceronte é feito de cabelo compactado. (...e é lavado com shampô?!)
10. Morrem mais pessoas vítimas de patadas de burros do que de desastres aéreos (portanto, não tenham medo de andar de avião).
11. Durante a Segunda Guerra Mundial a IBM construiu computadores para os nazis gerenciarem seus campos de concentração. (só que não tinham o MS Excel e o MS Access...)
12. Em alguns países da Ásia o apelido vem antes do nome. (até no nome eles têm de ser diferentes...)
13. Abraham Lincoln usou cocaína em 1860. (e os outros a seguir não?!)
14. Nove entre dez pessoas acreditam que Thomas Edison inventou a lâmpada elétrica. Não é verdade. O inventor foi o químico e físico Joseph Swan que patenteou o invento em 1878. Edison foi seu sócio na The Swan Electric Light Company, fundada em 1881. (desta não estava à espera...falso!)
15. Originalmente, a cidade de Los Angeles se chamava El Pueblo la Nuestra Senora de Reina de los Angeles de la Porciuncula. ( vá lá...podia ter ficado La Porciuncula)
No minimo surpreendente nao?! É certo que muitos destes factos não nos eram totalmente desconhecidos, porque somos muito cultos não é verdade? Mas não deixam de ser curiosos e passiveis de uns belos comentários vossos...
Fica o agradecimento especial ao João S. Magalhães e ao seu blog por ter sido a fonte para este post. Espero ter satisfeito a curiosidade de muitos e até uma próxima semana para mais coisas estranhas e inacreditáveis!
Abraço,
Pedro Alves (tcc DK_Limp)

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Pôr em pratos limpos...

Bom dia todos, se é que se lembram de quem eu sou! É verdade, há algum tempo que não escrevia nada para este tão prestigiado blog, mas estamos todos de volta após um período conturbado de trabalho e merecidas férias que se seguiram.
Venho esta semana explicar o significado da expressão "pôr em pratos limpos". Usamo-la actualmente quando iniciamos um discurso de esclarecimento de determinados assuntos que se encontram duvidosos.
Esta expressão surge quando em 1765 é inaugurado o primeiro restaurante, em França, que desde logo estipulou que a conta só seria paga após a pessoa comer, contrariando as práticas de hoje em dia, que graças à fast-food, cada vez mais, pagamos antes de comer e em todas as vezes ficamos mal servidos...
Nesse restaurante em França, quando o empregado de mesa vinha cobrar a conta antes de um cliente ter feito a sua refeição, o prato limpo em cima da mesa era a prova de que ele nada devia...

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Erro Crasso...

Boa tarde, bom dia ou boa noite e sejam benvindos a mais uma semana de expressões populares e seus significados e origens. Esta semana vamos voltar a temáticas históricas como aconteceu em edições anteriores, e vou falar da expressão que intitula este post. Todos nós já ouvimos por diversas vezes esta tão conhecida expressão e sabemos porque a ouvimos. Sempre que alguém comete um erro estúpido ou um erro numa fase decisiva de qualquer coisa, sabemos que alguém cometeu um "ERRO CRASSO". Mas porquê Crasso?

Ora bem, vamos voltar atrás no tempo, até ao auge do império Romano, mais propriamente ao ano 53 A.C., ano da morte do General Crasso, um dos homens mais poderosos de Roma nesta altura. O general Crasso era partidário de um Triunvirato que dividia o poder de Roma por mais 2 pessoas, sendo elas Pompeu e Caio Júlio. O general Crasso ganhou importância e poder desde que conduziu o exercito romano à vitória na revolta dos gladiadores, matando o grande Espartaco, o chefe dessa mesma revolta. A partir dai, Crasso, ficou uma espécie de José Mourinho lá do sitio mas em versão ainda mais convencido!

No ano 53 a.C. que mencionei à pouco, o general Crasso cometeu um dos erros mais estúpidos da história militar quando ficou incumbido de levar o exército romano à vitória numa campanha contra os Sírios. O exército romano era bem mais numeroso que o sírio e Crasso tinha assim praticamente garantida mais uma vitória para enriquecer o seu já vasto currículo. Mas o grande general fez o erro monumental de conduzir as suas tropas por um vale estreito para encurtar caminho e despachar a batalha para ver se estava em casa a horas de jantar! Teve azar, porque os sírios assim que se aperceberam desta manobra, só tiveram de se colocar nos topos do vale, encurralando assim, os romanos, que foram brutalmente massacrados! Do general Crasso apenas sobrou esta expressão, porque o resto foi dizimado...

E pronto! Foi mais uma expressão desmistificada! Espero por todos para a próxima semana! Grande abraço a todos!

Dk_Limp (aka Pedro Alves)

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Os erros das adaptações...

Boas tardes a todos os que nos seguem, que já estavam a ver que a coluna tinha ido desta para melhor!
Peço desculpa a todos mas por motivos profissionais, fiquei sem tempo absolutamente nenhum e sem cabeça, sem imaginação e sem material para iniciar qualquer post... Mas desta vez, venho (um dia atrasado, eu sei...) desvendar o quanto um erro de adaptação pode estragar uma expressão, como se de um telefone estragado se tratasse...Como quem conta um conto, acrescenta-lhe um ponto, o resultado final por vezes diverge e muito, da frase original... Quem não tem cão, caça com gato! Estamos constantemente a ouvir e proferir esta frase quando aplicamos a nossa lei do desenrrascanço! Se não fazes uma coisa de uma forma correcta, vamos ao plano B e fazemos à mesma, desde que se faça, certo? Esta expressão deriva mesmo do seu sentido lato, ou seja da caça, mas era dita "quem não tem cão, caça como o gato". Ou seja, quem não tinha cão, teria de caçar sozinho, mas com mais paciência e astúcia como se de um felino se tratasse.

Quem tem boca vai a Roma!

Frase usada para fomentar a capacidade de comunicação para ir a um sitio sem se perder. Mas não é bem assim, porque a frase original era "quem tem boca VAIA Roma", porque por alturas do final do Império Romano do Ocidente, a corrupção em Roma era tanta, que todas as pessoas eram incentivadas a falar mal do governo.
No mínimo interessante, nao?!
Espero ter satisfeito a curiosidade de alguns e volto para a semana com mais expressões populares, desta vez sem atrasos, espero eu...
Um grande abraço
DK_Limp (aka Pedro Alves)

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Estás a pensar na morte da bezerra?...

Bons dias ou boas noites a todos os que seguem este blog e para aqueles que se enganaram na pesquisa do Google e que queriam mesmo era comprar um perfume de uma senhora que nos copiou o nome e posteriormente lhe acrescentou as letras NY...enfim... O processo em tribunal por abuso dos direitos de autor era muito moroso e como tal, e por pena da senhora, deixamo-la usar a nossa marca e espalhar a palavra e fragrância DK pelos quatro cantos do mundo! Mas não foi para falar da DK NY que redigi este post, mas sim para desvendar mais um ditado popular que tanto dos intriga e nos deixa a "...pensar na morte da bezerra". Esta frase anda na boca dos portugueses, em especial dos mais velhos, e é proferida nas situações em que alguém está a pensar profundamente em algo e fica apático, distante e aparentemente triste. O segredo por trás desta expressão é simples directo e BÍBLICO!
Bíblico, porque remonta a cerca do ano 1000 a.C., era em que o rei do antigo Israel era David (do Golias, sim esse!) e os conflitos entre povos e entre clãs eram ferozes e marcantes. Como todos devem conhecer, era costume hebreu, sacrificar um bezerro em nome de Deus e festejar até raiar o sol. Numa dessas oferendas, um dos filhos de David, Absalão, não tinha bezerros para sacrificar e como o "Show must go on", o dito cujo resolveu sacrificar uma bezerra. À partida tudo parecia um procedimento normal, não fosse o filho menor de Absalão ter uma enorme paixão e afectividade pelo animal, que de nada serviu para impedir a morte da bezerra. Logo após a morte do animal, o filho de Absalão entrou numa profunda depressão e sentou-se no altar onde se efectuou o ritual, para nunca mais de ali sair, com um ar miserável, triste e acabado. Conta a lenda que meses depois acabou por falecer...
E foi isto que se passou à milhares de anos atrás para que ainda hoje se pronuncie esta expressão. Espero ter satisfeito a curiosidade de alguns e espero por todos para a próxima semana, para mais ditados!
Abraço a todos!
DK_Limp (aka Pedro Alves)

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Ouro sobre azul...

"...o Benfica vai jogar à Madeira, contra o Nacional. Em principio irá ganhar! Se o Sporting e o Porto perdessem era OURO SOBRE AZUL!..."
Muito bom dia a todos e em especial aqueles que esperam ansiosamente por esta rubrica semanal! Esta frase introdutória de génese futebolístico-benfiquista, lança o tema para esta semana. A frase teria sido outra se proferida por um adepto do FC Porto ou do Sporting, mas a conclusão teria sido a mesma e é por isso que estamos aqui hoje com a pergunta: Porque raio é que estamos sempre a dizer " é ouro sobre azul " quando falamos de um acontecimento bom seguido de um ainda melhor? A explicação é um pouco vaga e um tanto ou quanto técnica, mas dá para entender.
Vamos recuar até ao tempo da Renascença, por volta do séc. XVI, período da história da humanidade em que se fez importantes descobertas e se deu uma das maiores explosões culturais e artísticas de sempre. Foi nesta altura que se descobriu o circulo crómatico e os grandes contrastes de cor. Como se pode ver na figura, as cores diametralmente opostas uma das outras são as cores contrastantes como são os amarelos/azuis ou os verdes/vermelhos. As criações artisticas e as modas começam a ostentar este tipo de contrastes, principalmente no vestúario de luxo da nobreza e dos reis, que tinha adornos em filigrana de ouro. O ouro sempre foi e será um metal de luxo, requinte, símbolo de perfeição.
No nosso pais, ainda no séc. XVI, os nossos ourives e fabricantes de armas, tinham atingido o auge da perfeição no fabrico de espadas e espingardas. As armas portuguesas de então era as melhores do mundo. Eram feitas de uma liga escura tão bem pintada que ao sol parecia azul e posteriormente trabalhadas com filigrana de puro ouro, que davam às armas, que já eram excelentes, um contraste notável que as tornavam ainda melhores.
Os exemplos de ouro sobre azul como sinal de perfeição, existiram e existem ao nosso redor nos dias de hoje. Ainda no passado, se pesquisarem sobre as nossas bandeiras, verificam que algumas delas tinham coroas de ouro sobre fundos azuis. O azul dizia que os tugas eram bons e o ouro dizia que os tugas eram mesmo bons! Se repararem na bandeira do reino do Brasil de D. João VI aqui ao lado, bem, acho que não há muito a dizer...é explicito.
No entanto, o melhor exemplo para explicar tudo isto e muito bem, está em Viana do Castelo e no seu brasão de armas. Ora vejamos...Reparem bem no castelo de ouro à frente de um céu azul marcante e na nau em baixo com contornos dourados! Tudo o que eu estive a mencionar está presente aqui neste belo exemplar de heráldica! O castelo de ouro simboliza o heroísmo e o patriotismo dos vianenses. O azul corresponde ao ar, ao céu e é símbolo da pureza e da lealdade. O povo de Viana pode-se orgulhar por ostentar o verdadeiro OURO SOBRE AZUL! A máxima perfeição! Eles até merecem porque Viana do Castelo é sem dúvida uma das terras que mais bem me acolheu e onde todos são exemplares e humildes! Se ainda não visitaram, pensem nisso, vale bem a pena fazer a viagem...
E foi mais uma semana, mais um desvendar de uma expressão que tanto utilizamos no dia a dia. Espero ter satisfeito a curiosidade de alguns, especialmente a do Nepo e do Laner, que tanto insistiram para este artigo ver a luz do dia!
Grande Abraço
DK_Limp (aka Pedro Alves)

quinta-feira, 23 de abril de 2009

A resposta a algumas preces...

Aqui estamos de novo para mais uma semana de desmistificação de expressões populares. Um grande abraço a todos os que nos seguem e uma palavra especial de apreço a quem segue esta coluna, que é o motivo pela qual a escrevo. Esta semana vamos responder a algumas questões que foram colocadas pelo DK_Nepo e pela DKg_Ana, onde irei desvendar os segredos por trás das expressões: "trigo limpo, farinha amparo" e "a cavalo dado não se olha o dente".
Vamos então começar...
Confesso que a expressão "trigo limpo, farinha amparo" é uma das minhas preferidas, sendo que é simples, curta e directa, pelo que a usamos sempre que queremos realçar um negócio certo, seguro ou uma coisa que temos a certeza que irá ser feita rapidamente e sem dificuldades. A explicação para o uso desta expressão, continua no entanto, um pouco vaga. Consta que esta frase tenha nascido após uma acção de marketing da empresa na altura, uma vez que cada caixa de farinha amparo trazia um brinde, que durante vários anos, foram jogadores de futebol em miniatura. Estes brindes saiam sempre e qualquer pessoa que comprasse uma caixa de farinha amparo, sabia que lá dentro tinha um brinde (como se passa actualmente nos ovos Kinder Surpresa) e que não ia "ficar a ver navios". A frase propriamente dita terá nascido de um slogan de um anúncio comercial radiofónico! Uma vez que a farinha é feita de trigo e que sai sempre um brinde, é tão simples como "trigo limpo, farinha amparo".
A expressão "saiu-te a carta na farinha amparo?!" usada quando difamamos alguém que conduz mal e nem sabemos como tirou a carta, também se deve aos brindes, quando estes passaram a ser cartões e não jogadores em miniatura...
O provérbio "A cavalo dado, não se olha o dente" deve-se ao facto da idade dos cavalos ser facilmente descoberta olhado para a boca dos respectivos. Um bom entendedor da matéria sabe que a dentição de leite dos bichos, muda aos 2 anos e que os dentes definitivos não são tão claros como os de leite. Com o passar dos anos, os dentes ficam mais desgastados, passando de um arco incisivo arredondado para um mais alongado. Ora, quem compra um cavalo, tenta sempre adquirir um espécimen novo e para isso tem de reparar em todos os pormenores, para ter a certeza de uma boa compra. Se for oferecido, já não interessa saber se é velho ou não.
Esta frase, actualmente aplica-se nas situações em que se receba um dado objecto, não se deve apontar defeitos nem olhar a pormenores, porque não pagou nada por ele e é uma ofensa à boa vontade de quem fez a oferenda.
Espero ter esclarecido quem colocou estas questões e que tenha satisfeito a curiosidade de muitos outros que tenham vindo aqui, caidos de para-quedas... Um grande abraço, boa semana e até breve!
DK_Limp (aka Pedro Alves)

quinta-feira, 16 de abril de 2009

É pior a emenda que o soneto...

Bom dia ou boa noite a todos os que nos visitam e um especial abraço aos meus colegas de blog e da vida! Volto mais uma semana para desvendar uma nova expressão que tem origens bem entranhadas na nossa história. Depois do sucesso "ficar a ver navios", deixo-vos a pensar na expressão "foi pior a emenda que o soneto" um tanto ou quanto semelhante à célebre "não morres do mal, morres da cura". O que esta expressão nos diz, todos nós sabemos: sempre que tentamos arranjar ou corrigir algo e essa mesma coisa acaba por ficar bem pior do que estava originalmente. O que me intrigou desde logo foi o porquê da palavra soneto e não outra coisa qualquer, como texto, poema, música ou até mesmo composição literária! Bem, vamos contextualizar esta expressão no tempo e no espaço e vamos recuar a 1765, cidade de Setúbal, onde nasceu e viveu, durante um tempo, uma grande figura da literatura portuguesa, o poeta Elmano Sadino, mais conhecido por Manuel Maria Barbosa du Bocage. Quem diria, o Bocage, que para além de poeta foi um pioneiro nacional no modo de vida conhecido por Sex, Drugs and Alchool ou se quiserem a variante portuguesa "Pu... e vinho verde"... Esta expressão deve-se a um senhor, um gajo qualquer que queria ser escritor, que um dia se apresentou ao Bocage para este lhe examinar um soneto de sua autoria e que o corrigisse da forma que achasse melhor. O Bocage assim o fez e depois de o ler, voltou a entregar o texto ao seu dono que ficou espantado ao ver que o texto não tinha quaisquer correcções, dizendo-lhe de imediato: " Ohh Bocage! Tu não emendaste nada! Quer isto dizer que eu sou mesmo bom e tenho futuro!" Ao qual Bocage respondeu: "Ohh meu grande palhaço! Tu não vês que isso está uma bela mer...?! Se eu fosse corrigir isso, a emenda ficava bem pior que o soneto! Mer... por mer... deixa isso como está!" À boa maneira portuguesa, foi isto que aconteceu para que ainda hoje se possa usar esta expressão. No minimo curioso, terão de admitir... A todos uma boa semana e até breve. Dk_Limp (aka Pedro Alves)

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Ficar a ver navios...

Bom dia a todos! É com grande satisfação que volto mais uma semana para satisfazer a curiosidade de alguns face a expressões da nossa língua, cuja origem desconhecemos. A semana passada ficámos a saber a razão do famoso "Resvés Campo de Ourique" e já que entrámos num período histórico marcante para o pais, esta semana vamos continuar, com a expressão "ficar a ver navios". A razão pela qual a utilizamos é do conhecimento de todos. Sempre que perdemos um bom negócio, fomos ludibriados ou perdemos algo, ficámos portanto, a ver navios. Mas porquê navios e não outra coisa qualquer? Simples...
Vamos enquadrar esta expressão no tempo e vamos recuar até ao ano de 1558 D.C., ano do inicio do reinado de D.Sebastião com apenas 4 anos de idade (sim 4 anos de idade! Um puto!). Com tão tenra idade, o rapaz não pode assumir desde logo as funções de rei e ficou uns bons anos a sofrer uma educação bastante "floreada" e "cor de rosa" por parte dos seus tutores. O rapaz cresceu sob uma forte influência católica e decidiu viver afirmando que Deus o tinha trazido ao mundo para grandes feitos e como tal, D.Sebastião tornou-se num Cavaleiro Medieval Místico que queria dar continuidade às cruzadas e combater os infiéis, os MOUROS! Conclui-se que a lavagem cerebral que o rapaz levou foi bem pior do que se imaginava... E se ele queria guerra, assim a teve. Em 1578, já adulto, D. Sebastião investiu numa campanha inglória contra o Rei de Marrocos Abd-al-Malic numa tentativa de mostrar quem é que era o melhor aqui da zona. A 4 de Agosto, na famosa batalha de Alcácer Quibir, o exército português saiu derrotado e D. Sebastião desapareceu sem deixar rasto, deixando a independência de Portugal em risco. Em 1580, o pior aconteceu e o pais ficou sob o domínio de Espanha e seu rei D. Filipe II, o sucessor na linhagem do trono. A partir dai, as pessoas que não se conformaram, passaram a deslocar-se diariamente a um sitio em Lisboa chamado Alto de Santa Catarina para observar os navios do porto à espera que o rei D. Sebastião viesse num deles para devolver a pátria aos Portugueses. O tal regresso do rei numa manhã de nevoeiro nunca aconteceu e todos os que foram para o Alto de Santa Catarina ficaram apenas...a ver navios! Claro que D.Sebastião tinha mesmo ido desta para melhor e foi preciso esperar até ao dia 1 de Dezembro de 1640 para que um tal de D. João IV surgisse para pôr os Espanhóis no pais deles e começar assim a ultima dinastia de Reis que Portugal teve, a dinastia de Bragança... E foram estes os acontecimentos que deram origem a esta expressão que tanto utilizamos no dia-a-dia. Espero ter sido esclarecedor e ter satisfeito a curiosidade de alguns e espero que ninguém tenha "ficado a ver navios"... Tenham uma boa semana e até breve DK_Limp (aka Pedro Alves)

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Foi resvés Campo de Ourique...

Em primeiro lugar quero agradecer ao nosso responsável blogueiro por dinamizar o blog com estas novas rubricas semanais temáticas que tornam este espaço mais apelativo e um pouco mais viciante, uma vez que doravante, vamos estar sempre ansiosos por saber quais as temáticas abordadas por cada um, no seu devido dia.
Já todos nós ouvimos dizer e dissemos vezes sem conta a expressão "foi resvés Campo de Ourique", sendo que é óbvia a razão pela qual a utilizamos. Sempre que algo escapou por milagre, passou à justa ou por um triz, utilizamos esta expressão... Mas porquê Campo de Ourique?
Vamos enquadrar esta expressão no espaço e no tempo para percebermos bem o seu significado. Campo de Ourique é um bairro de Lisboa situado entre Campolide e Alcântara, a escassos 200 metros das aclamadas e conhecidas Torres das Amoreiras. O bairro situa-se numa colina de Lisboa, sobranceira ao Vale de Alcântara, que durante vários anos foi um impedimento à expansão da cidade, fazendo com que o bairro de Campo de Ourique ficasse "mesmo à justa" das muralhas da cidade. Como todos sabemos, dia 1 de Novembro de 1755, um forte terramoto devastou grande parte do litoral sul do pais e provocou um maremoto, que com as suas ondas gigantes devastaram grande parte da cidade de Lisboa com índice de destruição bastante elevado nas zonas baixas. O aqueduto das águas livres, tinha sido construído à relativamente pouco tempo, não sofreu nenhum dano face à força da água que irrompeu pelo Vale de Alcântara. Os seus 35 arcos ficaram milagrosamente intactos num dia em que as águas do Tejo subiram tanto que quase chegaram ao bairro de Campo de Ourique. Caso as águas tivessem subido mais uns metros, muito provavelmente, o aqueduto estaria hoje em ruínas. As águas do Tejo ficaram "resvés Campo de Ourique" e aquela zona da cidade escapou por pouco... Estes foram os eventos que deram origem a esta expressão popular, que utilizamos no dia-a-dia. Espero ter sido esclarecedor e ter satisfeito a curiosidade de alguns. Tenham uma boa semana e até breve!
DK_Limp (aka Pedro Alves)